Mas um ano se aproxima e os desafios são renovados, nós amantes da arte e principalmente a arte de fazer cinema no Brasil, não poderíamos fugir as exceções. Assim é o começo de um novo ano para o NUC NATAL, que em parceria com produtores ou diretores locais desenvolve as metodologias e estratégias de como enfrentar a falta de apoio dos órgãos governamentais em relação à cultura cinematográfica potiguar. Uma das mais desafiadoras sem dúvida é que concebe o projeto Amsterdã, um longa metragem ousado para os padrões do cinema potiguar. Amsterdã terá suas atividades iniciadas em 2011 e contará com o apoio do NUC NATAL. Nós estamos enfrentando diversas angustias e dilemas acerca de como rodar daqui para frente às novas produções em 35mm, a mais controvérsia é que gera polemicas e discussões é sem dúvida em qual formato iremos rodar os novos projetos. Nós somos adeptos ao formato Anamorphico, que além de ser um dos mais usados atualmente tem uma beleza singular quando projetado nas telonas. Porém, as dificuldades desse formato começam com as aquisições de lentes específicas para se rodar em 1:66, não é fácil e nada barato se conseguir "essas meninas", pois a cada consulta ou orçamento de preços e condições, sobressaltamos da cadeira com os custos elevados desse material, assim, somos obrigados a novas buscas em horizontes distantes, para se conseguir preços mais adequados a nossa realidade, por isso, as lentes que estamos negociando sempre se encontram fora do Brasil, isso se deve aos altos preços praticados em nosso país o que está fora de cogitação a aquisição "das bambinas", que é como chamamos carinhosamente nossas lentes anamorficas, aqui na terra tupiniquim.
Optamos em trabalhar em Amsterdã com formato Anamorfico e as câmeras ARRI 2C, KINOR 35H, TEMP 35 e KONVAS 2M, precisam de lentes nesse formato, o que tem tirado o sono do Diretor e do Nuc Natal, sem contar, claro e evidente com noites e madrugadas a fio “entranhado” na internet em busca das tais lentes. É fato que nós do NUC NATAL estamos aí, para o que der e vier na intenção de fomentar e instigar as produções cinematográficas potiguares, levando nosso Estado para o reconhecimento nacional em matéria de cinema, seja em curta ou longa metragem, seja em 16 ou 35 mm, não importa, o que realmente importa para nós é o crescimento e desenvolvimento do cinema potiguar. Vale salientar que o formato a ser rodado Anamórfico, padrão ou super 35, seja qual for estaremos sempre dispostos a encarar os desafios e fazer o cinema potiguar despontar pelo mundo à fora.

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